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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Seu 7 Catacumbas

 Catacumbas é um poderoso Exú da Umbanda, Kimbanda e Candomblé, conhecido no Catimbó como Mestre 7 Catacumbas. Onde ele fica pode ter certeza não fica um egum próximo e uma característica muito impressionante é que quando ele vai embora arrasta consigo tudo de ruim que houver no terreiro.

Sério, bravo,nervoso,bondoso, não tem misericórdia de espíritos que atrapalham o sossego alheio, no entanto é um fiel protetor e grande conselheiro de todos que queiram fazer do seu mundo um lugar melhor pra se viver.

O Sr. Exú 7 Catacumbas, serve a linha de Obaluaê. Ou seja, ele é um guardião cósmico, que aje na força emanada(axé) do Orixá Obaluaê. (Assim como em seu primeiro elemento terra, Obaluaê, é ativo e passivo em seu segundo elemento, a água, o Sr. Exu 7 catacumbas, também tem estas características herdadas. Sua forma é esquelética(caveira), porém seu campo de atuação é maior do que do Sr. Exu Catacumba. E como todos os Srs. Exus, e Sras. Pombagiras, que são do cemitério, trazem em suas capas(exus), e em suas saias(pombagiras) os segredos dos mistérios divinos da vida e da morte, e da transição entre esses dois planos.

Atribuições
Sete Catacumbas é uma espécie de policial executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso. É um mensageiro que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo uma forma ameaçadora para fazer-se respeitar.

É um Exú e sem eles a força dos Orixás não atuaria no mundo, pois são eles os operários incansáveis. Temido por não admitir a desobediência, ele aplica castigos a quem é também guardião. Ele faz na verdade cumprir a lei de causa e efeito.

Mesmo punindo, quando se há merecimento, Mestre 7 Catacumbas cura, concede maiores facilidades em alcançar o que desejamos. É um faxineiro do astral, porque purifica os ambientes e pessoas desmanchando todo tipo de magia negra. É comum ver sua legião preocupadas em alertar contra males, jamais trabalhando contra a lei divina do amor

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Qual a diferença entre Omolu orixa e Omúlu Exu

Primeiro quando falamos em Omolu a primeira coisa que temos que prestar atenção é exatamente um dos detalhes mais pequenos, a grafia. Omolu quando escrito assim se refere ao orixa também conhecido como Obaluaiê (no Candomblé) ou Xapana (na Nação) o que é um erro comparar com Omúlu, que quando escrito assim se refere à entidade que se apresenta como Exu na linha de Quimbanda.
Bom mas agora que já vimos a diferença gramatical entre as duas distintas entidades vamos conhecer suas histórias:

 Omolu(Obaluaiê, Xapana)

Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado. Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia, para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne. Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até o bebê se recuperar. Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.
Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos. Certo dia houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omolu se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã, que Omolu recompensou dividindo com ela o poder de controlar eguns (espíritos dos mortos).
Quando Omolu ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida. Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata, onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente. Por fim, quando achava que ia morrer, Olorum curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo.
Euá era uma exímia e bela caçadora. Sua beleza não só ofuscava os admiradores, como também cegava, devido ao veneno que ela lançava em quem ousasse lhe encarar ou lhe dar uma simples piscadela de olhos. Um dia ela encontrou Omolu e por ele se apaixonou perdidamente. Casaram-se, porém Omolu era extremamente ciumento e um dia, julgou estar sendo traído e prendeu Euá em um formigueiro, deixando-a entregue à própria sorte. As formigas fizeram um banquete com a carne da rainha da caça e da beleza, e quando Euá ameaçou dar o último suspiro, Omolu apareceu e a levou para casa. Euá ficou deformada pelas picadas das formigas e seu rosto ficou feio e disforme, tomado pelas cicatrizes. Omolu a cobriu de palha-da-costa, de coloração vermelha, para que ninguém visse sua feiura nem o repreendesse pelo castigo dado à esposa por uma simples suspeita.

Exu Omúlu(Senhor Omúlu)

No culto nagô é chamado de Omúlu.
Senhor Supremo dos cemitérios incumbido de zelar pelos mortos ali enterrados.
Apresentando-se nos terreiros coberto por um lençol ou toalha branca, tendo que ser levantado por médium de muita firmeza.
Comandando uma das mais poderosas Linhas da Quimbanda, a Linha das Almas.
Senhor de um grande poder comparado apenas ao Maioral, “Seo Lúcifer”,
Quando solicitado trabalha para minimizar o sofrimento dos filhos, recebendo obrigações presentes e solicitações no cruzeiro do cemitério, possuindo dois grandes colaboradores, Exu Caveira e Exu da Meia-Noite.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A História de Seu Zé Pelintra



Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco, filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso. Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares. Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado por suas "meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram poucas as vezes que

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tranca Ruas das Almas


Tranca ruas das almas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos  acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.
Surpreenda-se com esse Mehi Guardião de Mistérios a serviço da Lei Maior!
“O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio”. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições:
Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e penas dos libidinosos. Saibam que foi um dos Mehis que velaram a descida do “ACH-ME ou MISTÉRIO JESUS CRISTO”.
Assim é TRANCA-RUAS, Mehi por Origem, Natureza e Formação. “Não importa a Religião que tens que guardar, pois nela, dela e para ela, Mehi, sempre será.”
Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-os de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei dos pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.
Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos; Senhor (Pai) Tranca Ruas das Almas agradecemos por tudo que fizeste aprender nesta vida e em outras que passamos lado a lado, rogo por vós a proteção, para os irmãos de fé, para toda a família e porque não para os inimigos Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderão o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.
Muito grande, muito forte, Seu Tranca Ruas vem trazendo a sorte
Salihed, Mehi Mahar Selmi Laresh Lach Me Yê!
Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!
Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!
Saravá Pai Ogum!
Saravá Mãe Iemanjá!
Saravá, Regente Oxalá!
Saravá, Umbanda!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Maria Padilha das Almas

Maria Padilha das Almas

Tereza invadiu a igreja de uma forma como nunca havia feito antes. Não se benzeu e nem ao menos olhou para a imagem de Cristo, que de sua cruz, agonizante, parecia olhar diretamente para ela enquanto avançava pela nave. Precisava falar com o padre Olavo nesse instante, não havia tempo a perder. - Padre! - seu grito ecoou pelas paredes repletas de símbolos aos quais ela sempre dera imenso valor, mas que nesse momento nada mais eram que meras imagens que apontavam-lhe o dedo culpando-a pelo pecado gravíssimo que cometera. - Padreee! A voz subira de tom a ponto de atrair imediatamente o coroinha que estava a dormitar atrás do altar. - Dona Tereza! O padre Olavo foi atender um doente que precisa de extrema unção! A mulher sentou-se em uma cadeira da primeira fila e desatou em copioso pranto. O menino sem saber o que fazer correu para a rua e encontrou o padre que vinha já bem perto. - Dona Tereza está chorando como louca lá na igreja, o caso deve ser sério! - Olavo sentiu um baque no peito. - O que teria acontecido? Alguém teria descoberto? - Tudo bem Jonas, pode ir para casa que eu cuido disso. Apressou o passo e da porta ouviu o choro da mulher. - Tereza, o que houve? - Com um salto ela levantou-se e com o dedo estendido para ele gritou: - Eu estou grávida, cafajeste! Grávida de você! Como pode deixar isso acontecer? Você me jurou que isso não seria possível, que não podia ter filhos. O que faço agora? Meu nome será lançado na lama! E meu marido? Meus filhos? - Calma! - ele tentava ganhar tempo enquanto em sua cabeça as imagens passavam em turbilhão. - O que faria com essa louca? Fora ela quem o seduzira, enfiara-se em sua cama, nua, em uma tarde que gostaria de esquecer. Tentara-o com seu belo corpo e se entregara de forma avassaladora. Porque dizia que o filho era seu? Ele mesmo sabia de seus amantes, ditos em momentos de confissão muito antes da tarde fatídica. -Vamos sentar, respire fundo! Como sabe que é meu? - Falava pausadamente tentando inspirar confiança - Não pode ser de seu marido ou... de outro? - Só o que me faltava era isso - o tom subira novamente - me engravida e ainda me chama de vagabunda. Nunca mais dormi com homem algum depois de nosso encontro, meu marido viaja muito e nas poucas vezes que esteve em casa, não me entreguei a ele, por amor a você! - Depois de pensar um pouco falou: - Então não há alternativa além do aborto, procure uma dessas velhas rezadeiras e dê um jeito nisso, o que espera que eu faça? - Precisamos fugir, eu abandono tudo para ficar ao seu lado! - desesperada segurava a batina do padre com força - Teremos nosso filho longe daqui! - Tentando ganhar tempo Olavo tirou as mãos dela de sua roupa. dirigiu-se ao altar e tamborilou com os dedos sobre a branca toalha, virou-se com raiva: - Nunca! Vire-se! Você foi a culpada, me levou para a perdição agora quer acabar comigo? Como posso largar o sacerdócio e viver com uma prostituta que deita em qualquer cama com qualquer um? - Tereza deu um grito de ódio e partiu para cima do padre. Havia um punhal em sua mão. A lâmina afiada foi cravada no abdômen do rapaz que caiu de joelhos. Tereza continuava com a arma na mão manchada com o sangue do padre e foi com ela que cortou a própria jugular, tendo morte quase instantânea. Por muitos anos o espírito de Tereza foi torturado pelas visões dessa e de outras vidas em que sempre causara sofrimento e mortes. Ao atingir um nível de compreensão adequado ao caminho evolutivo, tornou-se Maria Padilha das Almas, e ainda hoje busca ajudar a todos que a procuram tentando fazer com que novas almas não se percam como ela se perdeu por diversas vezes. Somente quem já teve contato com essa grande pomba-gira, sabe dos conselhos firmes dados por ela e da tristeza que ainda deixa transparecer em suas incorporações.
Laroiê a Padilha das Almas!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A História de Exu Maré

Esta sendo a primeira postagem no nosso blog nada mais justo que ela estar ao menos relacionada a esse grande Exu o qual da o nome ao blog

HISTÓRIA DE EXU MARÉ
Sr MARÉ ele pertence à linha de Iemanjá e trabalha junto a Iansã e a Oxum com o intermédio de Xangô. Bem eclético, ele é o Exu guardião da sabedoria do povo das águas, odeia a mentira e faz um trabalho sempre muito esclarecedor, procura por seus médiuns exatamente por que necessita de uma inteligência nativa dentro deles (inteligência emocional), gosta da cor amarela e por ser um amante do mar também gosta de um bom RUM. Cuida muito de seus filhos dando-lhes sabedoria e compreensão. Vaidoso como OXUM, certeiro em suas palavras como IANSAN e justiceiro como XANGÔ, cuida da evolução e cura espiritual dentro da linha kármica da justiça, fazendo seus filhos evoluir em cada pensamento e atitude. Carrega em suas mãos uma pedra branca (Pérola gigante) que lhe dá o poder de desaparecer e se transportar para o lugar desejado. Muitos o vêem em forma de esqueleto com a cabeça de tubarão, a seus ossos são amarrados crânios e alguns deles são substituídos por facões ou espadas. IANSAN lhe dá o poder de cuidar dos QUIUMBAS (obsessores), levando-os para dentro do mar (abaixo do fundo do mar), ao qual dificilmente voltam. Logicamente que sempre dentro da linha da justiça de XANGÔ. Foi um Pirata e como bom Pirata, traído. Ele foi o único que sobreviveu ao ataque articulado por seus inimigos, amarrado e mutilado quando jogado ao mar com uma adaga enferrujada para que enfrentasse os tubarões.
Ele gerou dentro de si uma terrível força de revolta e vingança, pois sua tripulação havia sido dizimada. Força essa que o fez sobreviver magicamente, foi salvo por pescadores da região que com as ervas o curaram. Disfarçado, foi atrás de seu traidor e quando o encontrou, para sua surpresa, descobriu que era sua amada que o entregou por status e poder. Seguiu e matou a todos, dando-lhes uma morte digna, vingando a sua tripulação. Exceto a sua amada, que já arrependida de sua traição, suicidou-se ao saber que ele estava vivo e vingando a sua tripulação. Apesar de um Pirata, ele era um comandante de fibra e lei, fazendo amigos por onde passava, ajudava a todos e dizem que era de família muito nobre, da corte e que suas atitudes e seu porte eram mais de Rei do que de Pirata. Hoje trabalha nos terreiros de Umbanda por escolha divina , ajudando as pessoas a resgatarem seu karma, gosta de beber Rum e de fumar e principalmente de suas Pomba Giras onde tem em seu arem a sua principal que é a Maria Padilha das Almas. Seu corpo astral leva consigo um osso ou uma ferramenta de cada um de sua tripulação, adora o vento e a brisa do mar.